domingo, 6 de novembro de 2011

Que se foda a vida...

Hoje mais uma vez acordei sozinho. Parece que fui rejeitado por tudo e por todos. Sinto-me invadido por uma angústia e uma tristeza muito, muito profundas. Apesar de ser um guerreiro nato, não sei por quê, tenho facilmente me entragado. Ajuda? O que é isso afinal de contas? Também não sei mais a definição dessa palavra...
Rejeitado pela família, pelos amigos que nunca tive (ou, se tenho ou tive, sumiram!), pelo ódio, pelo amor... creio que nem Deus nem o Diabo se importam mais comigo. Não adianta pedir nada nem pra um nem pra outro, pois ambos estão preocupados demais com questões universais, e não estão nem aí pra mim. Pra ninguém, aliás...
Gostaria muito de nunca ter existido. Ou ao menso deixar simplesmente de existir. Não tenho mais forças para lutar. Pelo menos não por mim. Talvez uma causa nobre , de resultados concretos e palpáveis, restaurasse TODAS as minhas forças...
Por um grande amor? Não, acho que não daria certo. Já lutei tanto...
Por minha família? Ah! Se eles acham que não vale a pena lutar por mim e/ou comigo, que resultado teria lutando por eles? Não, fora de cogitação.
Pela humanidade? Putz... Se o cara mais foda desse universo tentou e se ferrou, por que eu tentaria? Affff.... ninguém merece!
Por mim? Há! Essa foi boa! Ninguém, absolutamente NINGUÉM, me ama/quer, para que ao menos eu seja estimuladoa a ter um pingo de amor-próprio/auto-estima para lutar por mim. E apesar da incredulidade das pessoas em relação ao meus esforços e tentativas, já por diversas vezes tentei, sem resultado algum.
Bem, ainda sobra o último suspiro: minha música. Ninguém ouve, ninguém se interessa, ninguém me dá credibilidade.  Será esse o fim de um poeta enlouquecido pelas desventuras em série dessa vida vil??? Será o fim de alguém que queria ser do bem e não conseguiu ser porra nenhuma??? Ah, que seja... Já não acredito em mais nada. Eu acredito na dor. Eu acredito na morte. O resto, são apenas detalhes sórdidos de um mundo prestes a se auto-destruir.